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FIERGS divulga balanço econômico de 2018 e perspectivas para 2019

11/JAN/2019

 

 

Em 2017 o PIB teve um crescimento de 1%, ainda sob o impacto da crise econômica mais intensa da história, o ano que passou incluiu algumas variáveis quanto a instabilidade economia no País. O baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2018 se explica por diferentes fatores, à começar pelo cenário internacional que nos últimos anos contribuiu de forma ampla por ativos de maior risco em economias emergentes.  No cenário nacional, a paralisação dos transportes rodoviários teve forte influência e foi uma fato inesperado, trazendo mais prejuízos, para uma economia já fragilizada. 

 

Cenário Internacional

Segundo estudos econômicos da FIERGS a economia mundial segue crescendo, mas com riscos de desaceleração. O cenário base comtempla a estabilização da taxa de crescimento mundial, com desaceleração das economias desenvolvidas, de acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) a “guerra comercial” entre China e Estados Unidos da América (EUA) pode tirar até 0,8 p.p do PIB global.

No Rio Grande do Sul os principais parceiros econômicos tem perspectivas de crescimento menor em 2019, um exemplo são as exportações para China que chegam a 9,1% de um total de 33,5% de exportações, sendo 12,6% para a Argentina e 10% para os EUA.

 

Cenário Nacional

Um elevado grau de incerteza fez o ritmo de recuperação ficar abaixo do esperado. Em 2017 a perspectiva de crescimento era de 2,7% e o crescimento real do PIB ficou em 1% e em 2018 chegou a 1,3 %. Partindo dos números de 2015 e 2016 de -3,5% e -3,3% respectivamente, houve irrisória melhora, principalmente tratando-se de ano eleitoral.

 

O cenário no RS em 2018

Na economia gaúcha foi enfrentada a mesma conjuntura, com o agravante da crise fiscal do Estado. A expectativa de crescimento no RS no final de 2017 era de 2,0% e chegou a apenas 1,1%. Essa frustação ocorreu devido a fatores influenciados da economia, como a queda da produção agrícola, a crise na Argentina, a não adesão ao Regime de Recuperação Fiscal dos Estados e ao cenário nacional desfavorável. Por outro lado a indústria gaúcha cresceu mais que a brasileira em 2018, no período de janeiro a setembro, enquanto o País positivou 1,9% o Rio Grande do Sul cresceu 4,7% e mesmo com esses números positivos o Estado está ainda mais distante de recuperar o nível de produção anterior a crise. Mesmo com um panorama positivo a indústria da Construção apresentou queda de 2,6% no acumulado do ano até setembro, o que leva a 18 trimestres de queda consecutivos.

 

  

Perspectivas para 2019

Depois de um 2018 com crescimento decepcionante, vários elementos continuam favoráveis à recuperação para esse ano de 2019, há uma combinação de elementos que compõem o quadro para uma retomada cíclica.

Diversos eventos trouxeram incertezas e minaram a confiança dos empresários no ano passado, expectativas de inflação ancoradas e juros mais baixos embasaram projeções mais otimistas e continuam sustentando a expectativa do crescimento para 2019.

A queda sistemática no endividamento de famílias e empresas nos últimos três anos, maior previsibilidade da economia e período mais longo com juros baixos devem destravar os créditos, mesmo com o fechamento de industrias e a desinstalação de linhas de produção, é possível voltar a produzir sem necessidade de muitos investimentos. Há portanto, espaço para crescer no curto prazo com inflação controlada, e são essas variáveis que desenham um quadro positivo para 2019 e sustentam a expectativa de recuperação cíclica.

 

Assessoria de Comunicação

Jaciara Silva – Jornalista/MTB 14.282

Com informações: Unidade de Estudos Econômicos - FIERGS